Se o poeta resolvesse
Viver do que escrevesse,
Por certo passaria fome,
Por mais conhecido seu nome.

Ou faria sopas de "pês".
Beberia muitos "tês".
Faria churrasco de "zêz".
Pagaria contas com "quês".
Dormiria sobre consoantes.
Viajaria nas vogais.

E com a cabeça na lua
Estaria o poeta na rua.
A seu lado seu "tudo" pouco
Mas poeta é mesmo louco!

Quando deságua em versos,
O poeta sai do ar.

Não vê côncavo nem convexo,
Sobrevoa nebulosas,
Constelações complexas,
Congestiona a via expressa,
Em viagens fabulosas...
É só ele e seu versar!

Bom seria o inverso:
O dia inteiro escrever,
Mergulhar nas fantasias,
Viver mais pura magia.

Ser dono do universo,
Viver somente a sonhar,
Sem conta para pagar.



12/03/06

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