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MARILENE MEES PRETTI

No mais profundo
sono relaxante...
Sonhei um sonho
esquisito.
Um sonho
mirabolante...
Mas um sonho tão
bonito.

Apareceu-me um anjo
dionisíaco...
Passando-me uma
linda mensagem.
Anjo...
Ser
Espiritual... Báquico...
Levaria-me a uma
viagem.

Com atenção ouvi
seus devaneios...
Vinha da parte de
Cora... A Coralina.
Com ele eu deveria
fazer um passeio...
Encontrar-me com
essa mulher divina.

Embarcamos em uma
nave interplanetária...
Rumo a Vênus... O
planeta.
Uma viagem
inimaginável...
Com o tempo contado
pela ampulheta.

O Anjo era o
astronauta...
Conduzindo-me pelo
Universo...
Era experiente
cosmonauta...
Passamos por
diversos planetas.

Tudo parecia tão
natural...
Deixei-me conduzir
ingenuamente.
A voar pelo Espaço
Sideral.
Encontrar
Coralina... Goiana valente!

A nave tinha forma
de uma paleta...
Construída em louça
colorida...
Que ao balançar
misturava as tintas...
A Aquarela
tripulando a vida.

Vênus tinha a forma
de mulher... Era Planeta.
Uma Deusa...
Tamanha formosura!
Cora... A Coralina
apareceu num cometa...
Transbordando sua
eterna candura.

Numa mistura
mística... Esotérica...
O encontro foi pura
ternura.
Enlace oculto...
Espiritual... Alegórico...
Passou-me a
senhora, relatos sobre o futuro.
O Anjo...
Barroco... Utópico e peregrino...
Seria doravante meu
Guia Protetor...
Tornaria-se o
Senhor do meu destino...
E me ensinaria tudo
sobre o amor.

Cora sorriu... Cora
Coralina!
E entre brumas
desapareceu.
Linda e tão
pequenina...
Por entre nuvens
sumiu no céu.

Olhei para o
Anjo...
E era um HOMEM a conduzir a viagem.
Moreno... Lindo...
Tripulando a nave.
Seus olhos nos meus
e tomei coragem...
Dei a ele de minha
vida, a chave.

Rezei para que não
fosse sonho... Ilusão.
Ou utopia...
Ficção...
Da mente uma extravagância.
Seria somente uma
visão?
Fruto de uma imaginação confusa?
Não! A Coralina
afirmou que ele
era o mensageiro da esperança.

E no Universo
viajamos pela Eternidade.
No trânsito?
Cometas...
Meteoros congestionando o Espaço Sideral.
Na nave? Um
Homem... Uma Mulher...
Paixão com intensidade.
Abaixo?
A terra.
Azul e linda a contemplar o sobrenatural.

08/02/2005

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