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Naquela casa...
Não
tinha nada...
Nem
as paredes...
Eram pintadas.
Era
de madeira...
De
pau a pique...
O
fogão a lenha...
Lá
crepitava.
Lá
na cozinha...
Dependuradas...
Tinha panelas...
Como
brilhavam!
Tinha três quartos...
Móveis bem parcos...
Mas
de madeira...
Formando arcos.
Uma
limpeza...
Inigualável...
E
sobre a mesa...
Água
potável.
E lá
na rua...
Uma
cerquinha...
De
madeirinha...
Bem
pregadinha.
Tinha também...
Enorme varal...
E
dependurados...
Brancos lençóis.
Naquela casa...
Morava uma família...
Pai... Mãe e seis filhas.
Tinha mocinha...
Adolescente...
Também criancinha...
E a
bebezinha.
O
pai saia...
De
manhãzinha...
Para
o trabalho lá na cidade.
As
duas mais velhas...
Também saiam...
E
trabalhavam...
Por
necessidade.
Mas
à noitinha...
Todos voltavam...
Já
bem cansados...
Mas
animados.
O
pai pegava...
O
violão...
E
dedilhava uma canção.
E as
meninas...
Bem
afinadas...
Acompanhavam...
Cantando o refrão.
Enquanto isso...
A
mãe feliz...
Fazia a janta...
Lá
no fogão.
Naquela casa...
Não
tinha nada...
Mas
tinha tanto...
Nem
sabem o quanto!
Eles
tinham tudo...
Que
precisavam.
Tinham uma vida...
Familiar...
Um
grande amor...
A
compartilhar.
Felicidade para espalhar...
E
esperança...
De
melhorar.
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