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Um pequeno sopro de
vida...
Vemos ao arfar teus
pulmões.
Ainda lembras da amada
querida...
Motivo pelo qual relutas
sofreguidão.
Teus pulmões sorriem ante
o ar refeito...
Uma sensação de esperança
e sorte...
Apaziguando a dor
lancinante do peito.
Erguendo-te do leito de
morte.
Um filme passa por tua
cabeça massacrada...
Desde que te entendesse
como gente.
A infância... A escola...
Teu pai... Tua amada.
Nada faltou... Nessa volta
urgente.
Ao abrir teus olhos...
Rodeiam-te homens de branco.
Sentes a vida lentamente
se achegando.
Entregas-te então a
silencioso pranto...
Somente lágrimas te
denunciam chorando.
Teu soluço contido... É um
sorriso.
De glórias e
agradecimento.
A todos os responsáveis
pelo milagre...
Pelo DIVINO... Pelos
médicos anjos nas vestimentas.

02/03/05
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