
MARILENE MEES PRETTI

Com uma cigana
sonhei.
E acordei
assustada.
Pedia-me a mão
e lhe dei...
Nela lia coisas
que machucava.
Falava da minha
dor...
Que por um
pecado pagava...
Que perderia
meu amor...
Aquele que eu
tanto amava.
A cigana
flutuava no quarto...
Num longo
vestido branco.
Meu corpo de
frio saltitava...
E ela cobriu-me
com um manto.
Previu que meu
futuro seria vazio...
Que em minhas
noites solitárias...
Eu sentiria
muito frio.
Depois pela
janela sumiu...
Dizendo-me que
se acreditasse...
Poderia mudar
meu destino.
Era só uma
rosa... A mais bela...
Encontrar nas
mãos de um menino...
E colocá-la na
nuvem que parecesse uma Cinderela.
Disse-me que de
tão formosa...
A rosa seria
famosa.
Assim expiaria
meu pecado...
E mudaria minha
vida.
Acordada...
Olhei para o lado...
Senti no peito
uma dor de ferida.
Um vento forte
bateu...
A cortina voou
como passarinho...
Não poderia
realizar o pedido.
Não tinha como
sair de meu cantinho.
Impossível
levar às nuvens uma rosa...
E como
encontrar uma...
Que tivesse
formato de Cinderela?
Eu... Uma
mortal... Que só chegava à janela.
Chorei por mim
de piedade...
E já sentia
saudade... Doída.
Do amor... Que
preenche minha vida.
***
31/01/04

Clique na figura
envie sua mensagem


 

Desde 05.02.2005,
a sua é a visita número
Direitos
autorais registrados®

|