Dizes que é verdade
Que nas curvas de ti
Longe onde faz divisa o infinito
Acendes-te em chamas
Que te enchem de alegria
Como uma melodiosa sinfonia.

Dizes que mais que o céu inteiro
És preenchido em tuas profundezas
Com alimento que te parece inferno
Saciando tuas fraquezas.

Dizes que tua alma transcende
Liberta de teu corpo
Absorta em sonhos
Que te embaçam a visão
Tamanha emoção.

Dizes que realidade ou ilusão
Conheces as metades inteiras
Do universo feminino
E que compreendes todo o sentir.

Dizes que entre os mistérios
Deste mundo ou do além
Recebes sorrindo e chorando
Todas as delícias que contém.

Dizes querer desfrutar por inteiro
De todos os prazeres
As volúpias dos dizeres
Como se por si só
Pensamento que a mente fantasia
Pudesse com alegria
Viver essa sensual orgia.

Dizes...
Então te peço:
Silencie!

O que dizes...
São palavras apenas
Que não preenchem vazios
Nem acobertam frios.
Tão pouco aliviam agonias
Ou desfazem letargias.
Não satisfazem ânsias
Nem reduzem distâncias.

Suplico a ti:
Silencie!
Pois tudo que dizes...
Dizes apenas!

16/11/05

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