O ser humano...
Ao chegar a meia
idade...
Passa por uma fase de
questionamento.
Sente-se apesar da
vivência...
Metade!
E começa a se
perguntar...
Questionar...
Reviver momentos.
Medita... Ainda sonha... E questiona-se...
Pela vida que
escolheu...
Pelo amor que não
viveu...
Pelas coisas que o
fazem se sentir acorrentado.
Pergunta-se tantas
coisas.
Imagina se fez a coisa
certa...
Se na medida do
possível...
Está caminhando na
estrada correta.
Arrepende-se de coisas
que fez...
E muito mais de
outras...
Que não teve coragem
de fazer.
Nestes momentos...
As dúvidas lhe
afloram de vez.
Passa a viver uma
crise...
Que a todos a seu
redor aflige.
São poucos os que se
sentem satisfeitos...
Não passam por estes
questionamentos...
E são felizes com
todos os seus feitos.
Na grande maioria...
Bate uma dúvida
tamanha...
Que com o passar dos
anos se ganha.
Lembranças que voltam
a mente...
Vazios que o coração
sente...
De fatos...
Acontecimentos...
Amores e dissabores...
Ganhos e perdas.
Passam então a pesar
sua vida...
Numa balança
platônica...
Que muitas vezes...
Faz com que o
resultado...
Transforme-se em uma
bomba atômica.
Com cuidado devemos
pensar...
Refletir...
Recordar... Analisar.
E também pesar.
Muitas vezes...
E cada caso é um
caso...
Vale a pena mudar...
Pois a vida
continua... Tem muito ainda a nos dar.
E o marasmo...
É muitas vezes a causa
da tristeza...
Da depressão... Da
fraqueza.
Nunca é tarde...
E sem fazer alarde...
Devemos usar nossa
experiência...
Para dar um giro de
360 graus.
Porque a vida é uma
só...
E passa feito um
foguete.
Temos sempre nova
chance...
De receber da vida o
ramalhete...
Das flores da
felicidade.
Que só teremos com
muita tenacidade.
E se tivermos muita
responsabilidade.
18/02/2004
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