MARILENE MEES PRETTI

Ando por este mundo...
Solitária... Insegura... A procurar...
Um porto seguro que venha me amparar.
E para isso... No poço já caí no mais profundo.
Ando por mares com ondas perversas...
Ancoro em portos solitários...
Já rezei todas as contas do rosário...
E nada... Continuo perplexa.
Levanto âncora... O dia nasceu novamente...
Parto com o coração esperançoso...
Sinto-o também temeroso...
Mesmo assim... Sigo contente.
Aporto ao anoitecer... Com o coração doído...
Açoitada por ondas fulminantes...
Por temporais alucinantes...
Sinto meu ser abatido.
O sono trás recordação...
De uma vida cheia de incertezas...
Recordo a natureza cheia de belezas...
E chora de tristeza meu coração.
Novo dia clareia... Incendiando-me de paciência...
Novamente ergo âncora e parto...
Mas em cada porta que bato...
Encontro somente irrealizáveis exigências.
Assim tem sido minha vida de amargura...
Pelos mares repletos de perigo...
Procurando com meu barco um abrigo...
Um porto seguro... Onde possa me sentir segura.

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