Marilene Mees Pretti 



 

O poeta pensa...

Cria o poema...

Onde quer que esteja.

Fazendo o que quer que seja.

Somando contas...

Pagando compras...

Comendo sopa...

Com torrada tosca.

Cria o poeta...

Com a coleta...

Juntada no dia...

À revelia.

Seus versos brotam...

Olhando o céu.

Palavras soltam...

Pensamento ao léu.

Tudo é motivo...

Para inspiração.

E lhe é mantido...

Pela emoção.

O poeta enxerga...

Tudo com outros olhos.

Ele se enverga...

Cria o repertório.

A poetisa cria...

Penteando os cabelos.

Ela verbaliza...

Olhando os modelos.

Ao chegar em casa...

Fazendo o jantar...

A cabeça em brasa...

Só quer poetar.

Na máquina põe a roupa...

A mente deixa solta...

E lá nasce o texto...

Esvaziando o cesto.

Filho para a escola...

Arruma a sacola.

Maquiando o rosto...

Com um pó bem fosco.

Nasce a poesia...

Que a vida irradia...

E a poetisa...

O papel batiza.

Pode até trancar...

Poeta no escuro...

Ele pula o muro...

E vai poetar.

 

15/04/2005

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