MARILENE MEES PRETTI 

Na hora da partida...

O mais difícil não é a saída.

Tão pouco a despedida.

Difícil é a partilha.

 

Dói nesta hora referida...

Deixar para trás coisas construídas...

Que se foi juntando durante toda uma vida.

Fácil é curar as feridas... Deixar mágoas adormecidas.

 

Na hora da partida...

É fácil esquecer coisas sofridas...

E saber que já se foi esquecida...

Que há muito não se é querida.

 

Dói nesta hora ver surgida...

Não restar outra alternativa...

Que não lutar e recomeçar a vida...

Esquecendo quem nos manteve iludida.

 

O que dói na hora da partida...

Não é abandonar guerras vencidas...

Tão pouco as batalhas perdidas...

Quando resta esperança... Expectativas.

 

Na hora da partida...

É jubiloso sentir-se nutrida...

Capaz de uma atitude revertida...

Em busca de uma existência rejuvenescida.

 

Somente dói, nesta hora antes repelida...

Saber o tanto que se fez sem ser reconhecida.

Ter a sensação dolorida...

De que se é Metade... Está-se repartida.

 

Na hora da partida...

É maravilhoso abandonar estigmas.

Reconfortante largar enigmas.

E recomeçar... Interativa.

 

Sem medo... Enfrentar tudo sem fadiga...

Largar tudo... Sem tornar-se inimiga.

Recomeçar... Em novo ponto de partida.

Confiante... Na própria investida.

 


 

29/02/04

  

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