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Aquele relógio enorme,
Pendurado na parede,
Faz: tic-tac. Tic-tac.
A cada quinze minutos,
Ele toca uma melodia:
Dindom, dindom, dindom,dindom;

A cada hora...
Faz outro som irritante:
Tam! Uma hora.
Tam! Tam! Duas horas.
Tam! Tam! Tam! Três horas.
Tam! Tam! Tam! Tam! Tam!
Tam!
Tam! Tam! Tam! Tam! Tam!
Tam! Doze horas.

Eu não suporto mais.
Fico aqui...
Inerte...
Olhando...
Contando...
Comparo este relógio,
A minha vida:
Para nada serve.
Irrita!!!
Trás recordações
desagradáveis.
Desagradabilíssimas...

Eu aqui...
Parada!!!
Inútil feito o relógio.
Que fazer de todas estas
horas?
Que pensar? Que recordar?
Vazio mais abundante!
Que falta me faz um amante,
Para em seu ombro chorar.
Que falta faz um amigo,
Para poder conversar.

E o relógio indiferente,
Contando, tocando,
irritando.
Parece estar me dizendo:
O tempo te alcançou!!!

10.09.2002

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