O eu que mora comigo

É infiel

É cruel

Simplesmente viaja

Sem dizer adeus

Sem deixar endereço.

O eu que mora comigo

Às vezes se acha

Ou não me acha

E se vai.

Deixa-me sozinha

Sem companhia

À revelia.

O eu que mora comigo

Prega-me peça

Descentraliza-me

O eu que mora comigo

É traiçoeiro

Não é companheiro.

Não me compreende

Repreende-me.

Sai de mim

Assim...

Procurando caminhos obscuros

Pensando que vai encontrar o futuro.

Já não posso confiar

Minha vida a meu eu

Que se acha todo seu

Largando-me aqui sem eira nem beira

De bobeira.

Quando o eu que morava comigo voltar

Vou dizer-lhe que pode partir

Que não quero mais a morada dividir.

Procurarei um outro eu

Somente meu

Para vir comigo

Dividir abrigo.


 

 

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