Marilene Mees Pretti


Levanto cedo...

Não tenho medo...

Do nevoeiro...

Que cobre inteiro...

Todo o cenário.

Canta o canário...

No seu Calvário!

Faço o café...

Coloco a mesa...

Tem framboesa...

De sobremesa.

Na estrebaria...

Eu tiro o leite...

Puxo... Espremo...

Chego ao estremo.

Trato as galinhas...

Cacarejando...

O galo também...

A elas cantando.

Então dou ração...

Àquela porcada...

Que fica lá...

Toda saciada.

Sacudo a saia...

Enfarinhada...

Com a quirela...

Antes quimera!

Volto para casa...

Pego a enxada...

E vou pra roça...

Quase cansada.

De tudo eu planto...

Aipim... Cenoura...

Milho... Cebola.

E planto fumo...

Maldito rumo!

Colho suas folhas...

Levo a estufa...

Ingrata luta...

De quem da roça...

Colhe seu pão...

Põe na carroça...

E leva ao galpão.
 


20/04/05

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