MARILENE MEES PRETTI
 

 

 

 

O despertador toca às seis horas...

Ela pula cansada ainda.

Coloca ferver a água... E lê no café... Na borra...

Seu dia... Até que finda.

Acorda dos sonhos... Desanimada...

Chama os filhos... Troca-lhes as roupas.

Dá-lhes um gostoso desjejum.

Entrega o lanche... Verifica a mochila...

E leva-os até a porta... Dando-lhes o beijo de despedida.

Seu café engoliu aos trancos...

Volta ao quarto onde o marido se arruma...

Calma e tranqüilamente.

Faz a barba... Toma o banho...

Encontra as roupas limpinhas no armário.

Ela... Com pressa se banha...

Veste as roupas que já havia deixado separada.

Maquia-se caprichosamente...

Sente-se cansada... Mas linda!

O marido nem lhe nota... Beija-a como sempre...

E vai para o trabalho.

Antes de sair... Ela coloca as roupas sujas na máquina...

Junta as coisas que todos deixaram jogadas...

E parte para mais um dia desolada.

Jornada de oito horas...

Sempre tem um tempinho para trocar idéias com as amigas.

Moda... Cozinha... Marido... Filhos... Trabalho... Casa.

Volta para terminar a jornada... Agora já não tão cansada.

O dia chega ao fim.

Ao fim?

O dela vai começar.

Despede-se das companheiras de trabalho...

Todas com problemas... Um diferente do outro.

Mas todas têm.

Chega em casa... Tira os saltos...

Veste roupa confortável...

Mas capricha ainda assim no visual.

Os meninos querem lanche...

Prepara e enquanto eles comem...

Faz todo o trabalho caseiro.

Lava... Passa... Cozinha...

Arruma a casa impecavelmente.

As crianças já assistem à televisão.

O marido?

Está tomando uma cervejinha com os amigos.

Pelo menos ela acredita que sim.

Terminado seus afazeres...

Banha-se agora demoradamente...

Passa seus cremes... Sabonetes...

E arruma-se para esperá-lo.

Ele chega...

E pergunta-lhe o que fez durante o dia.

Começa a relatar seus feitos...

Mas percebe que ele já presta atenção ao futebol.

Desiste... Senta-se a seu lado...

Cheirosa...

E fica a esperar por outro dia assim... Cheio de rotina.

Se DEUS deu uma morada para a paciência...

Para a compreensão...

Certamente entregou as Mulheres.

Mulheres como esta...

Que se escreve com “M” Maiúsculo...

E que muitas vezes...

É tratada de modo tão brusco.

 

***

18/02/04
 



 

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