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O dia em que nas crateras de mim
Não mais couberem dúvidas e incertezas
Nem habitar aqui, a vontade sem fim,
De buscar verdades com toda firmeza
É certo que me abandonou a vida
Levando juntos alma e coração
Pois é somente por abertas feridas
Que viaja a mente em alucinação.
Enquanto meus mistérios se fizerem noites
Buscarei meu eu em cada amanhecer
Mesmo com ventos lançando-me açoites.
Enquanto na periferia de minh’alma acender
O desejo imenso de nadar nas fontes
Certa estarei de em viço viver.

04/04/06
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