Chamá-los de poesia?
Não!
Citá-los como poemas?
É pretensão.
Como chamar meus escritos?
Importa?
Só quero juntar meus
grifos...
Que de minha mente exorta.
Desejos que tenho
sonhado...
Da boca soltando gritos.
E é somente isso... Isso
somente!
Dá sentido à minha vida.
Sem isso seria semente...
Que não germina...
Híbrida.
São letras resgatadas da
alma...
Juntando-se em frases sem
nexo.
Mas que meu coração
encara...
Como sentimentos vivos...
Concretos.
Cada texto uma história...
Que vivi ou que ouvi.
Ou um momento de glória...
Onde relato o que senti.
Ao repassar o Menu...
E reler texto por texto...
É como abrir um baú...
E voltar a vida no tempo.
Pelo título me vem
palavras...
Que nele contém escrito.
Aquece-me como lava...
Alimenta-me o Espírito.
Cada texto uma
lembrança...
O “que” inspirou eu sei.
Ou “quem” causou a
esperança...
Que no papel eu grifei.
Nos textos eu me revelo...
Mostrando a outra metade.
Aquela que por mais
singela...
É a minha realidade.