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Galopando por esverdeados
campos
Ornados por flores
silvestres
Vinham de lados opostos
Encontrariam-se enfim
Não importando o que
houvesse.
Nos prados de infinitas
planícies
Ele a avistou ao longe
Fascinado com sua morenice.
Os longos cabelos voando
ao vento
E o corpo escultural
Como que a fazer parte do
animal.
Já sentia seu perfume
E do coração evadia-se o
negrume
Dando lugar a intensa
alegria.
Vê-la era tudo que queria.
Os cavalos pararam
bruscamente
Ao comando do preciso
freio
Ficaram então frente a
frente
Sorrindo com o olhar
Na expressão pura
ansiedade
Causada pela enorme
saudade.
O cavaleiro apeia do
cavalo
E antes que ela pudesse
fazer o mesmo
Toma-a nos braços em
loucos abraços
Girando-a no ar em
frenética ciranda
Sem ouvirem ao longe a
cotovia que canta.
Lábios sedentos juntam-se
sofregamente
Bradando suspiros, gemidos
e sussurros.
Fonética comunicação em
urros
Transbordando assim a
aprisionada paixão
Entremeada por beijos
úmidos e quentes
Aliviando os corações
sôfregos e carentes.
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