
Não quero
mais ser arrimo...
Quero a liberdade...
Quero receber os mimos...
Que de mim sempre esperastes.
Não quero
mais ser a âncora...
Onde te sentes seguro.
Quero tomar o leme...
Do meu barco escuro.
Não quero
mais ser o prumo...
Que segura tua balança.
Quero mudar de rumo...
E renovar minhas esperanças.
Não quero
mais ser o ninho...
Quero voar pr’outra árvore.
Quero beber do teu vinho...
Por favor...
De-me a chave.
Larga-me...
Solta-me...
Liberta-me
Preciso voar sozinha...
Provocar fatos.
Não suporto mais a vida inerte...
Torturada por teus atos.
Autoria: Marilene Mees Pretti
1997
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