Uma História Verídica
 

MARILENE MEES PRETTI


 


 

Numa grande capital brasileira...

Trabalhava como comprador de ouro...

Exercício ilícito... Mas ele não dava bandeira...

Um cidadão experto... Acostumado a tesouros.

De nome Venâncio... Grande aventureiro.

Comparecia todo o dia no centro da grande cidade...

No décimo quinto andar de um antigo prédio.

Esperava ali seus clientes...
Homens e mulheres de variadas idades.

Cada qual com um problema...

E tendo que se desfazer de seus bens sem remédio.

Venâncio comprava as jóias...

E para pagar usava até certo bom senso.

Mulheres endividadas... Homens doentes...

Ele avaliava e tinha nobres sentimentos.

Mas sabia...
Reconhecia quando adentrava em seu estabelecimento...

O cidadão que não era dono da mercadoria.

Sabia pela maneira de agir...
Que o meliante era ladrão.

Que seu produto era fruto de roubo.

E nestes casos... Ao avaliar a mercadoria...

Usava uma tática diferente... Que mais lucro lhe traria.

Certa vez... Recebeu um cidadão apavorado...
Muito apressado...

Com grande quantia de jóias.

Das mais valiosas e lindas que jamais vira.

Pensou então no antigo ditado:

“LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO,
TEM CEM ANOS DE PERDÃO”.

Espalharam a mercadoria sobre sua
enorme mesa de mármore...

E Venâncio começou a avaliar peça por peça.

Dividia em dois grupos, na frente do cliente:

Jóia... Bijuteria...

Jóia... Bijuteria...

Jóia... Bijuteria...

Jóia... Bijuteria...

Estavam as bijuterias
(que na realidade eram as mais puras jóias)
em frente ao vendedor.

Este, nervoso e muito apressado...

Disse com muito ódio:

Droga, tanto trabalho e risco para nada.

Juntou o monte de bijuterias...

E jogou pela janela do décimo quinto andar.

Choveu jóia na avenida.

Venâncio ficou com vontade de pular atrás...

Ao olhar pela janela, viu o povo juntando tudo...
Incrédulo.

Nada pode fazer.

Pagou ao ladrão as jóias que restavam...

E ao ficar sozinho na sala...

Deitou a cabeça no gelado mármore da mesa...

E CHOROU!

Chorou copiosamente.

Como uma criança que acabara de perder seu brinquedo preferido.

Ao se acalmar...

Levantou a cabeça e disse a si mesmo:
 

LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO
ARRUMA UMA BELA CONFUSÃO
.

 

MORAL DA HISTÓRIA:
 Quem faz a Justiça, condena ou perdoa,
é somente DEUS.


 



05/01/2005



 

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