Inventei na noite o sol
Pintei no dia a lua
Bordei flores no lençol
Perfumei as coisas tuas.

Inventei árvores amarelas
Pus beleza onde não tinha
Salpiquei em aquarela
Toda rua que ia e vinha.

Ladrilhei a mata virgem
Nos caminhos por onde andei
Soprei longe a fuligem
Em ventos que inventei.

Tentei trazer a beleza
Nos riachos em que nadei
Armei-me de sutilezas
Para agradar quem amei.

De nada valeu o tudo
E tudo que fiz valeu nada
Continua o mundo mudo
Perdido meu olhar na estrada.



02/10/06=

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