O sol que bate na janela,
Encontra-me com as pálpebras cansadas,
Acesas da saudade da alma.
O pensamento não adormeceu,
E por toda a noite teu nome gritou,
Gemeu e correu em frenesi,
Nas estradas ausentes de ti.

A longínqua noite debruçou-se sobre mim,
E desfiei as contas do rosário,
Revelando todo o cenário
Da paixão que em águas vertiginosas,
Em correntes perigosas,
Percorrem como fogo minhas veias,
Incendiando mais saudade de ti.

Cantei todos os cânticos que sabia,
Em silenciosas e loucas sinfonias,
Mistura de euforia e nostalgia,
Totalmente insanas e desafinadas,
Enquanto em sonhos te buscava,
Na escuridão de ti.

Abri minha gaveta de segredos,
Meus pedaços costurados de medo,
Onde guardo algemadas minhas poesias,
Minhas fantasias e esperanças vazias,
E tão cheias de ti.

Letras caladas que bradam orgulhosas,
Grifam tudo e nada tenebrosas,
Versos de apelos de loucura e juras,
De promessas não cumpridas e nulas,
Carregadas da presença de ti.

Os sol que adentra a janela encontra-me insone,
Revela meus mais remotos desejos e ocultos ensejos,
Minha insanidade e saudade...
Do que não foi...
Contigo.




15/02/06


 

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