Recordo minha infância...
Grande saudade me trás.
Faz tempo que fui criança...
E nem tanto tempo faz.

Como é hoje, ela não era...
Infância dos eletrônicos...
Era infância de quimeras.
Não existiam os biônicos.

Nossos brinquedos fazíamos...
Com madeiras... Lata de azeite.
E desde pequenos sabíamos...
Da vaca é que vinha o leite.

Juntávamos a vizinhança...
Para fazer piqueniques.
Hoje vive na lembrança...
Casinhas de pau a pique.

A criatividade se usava...
Para criar uma boneca.
Dos retalhos que a mãe nos dava...
Fazíamos até petecas.

Os meninos eram inventores...
Caminhõezinhos construíam.
Não tinham computadores...
Com suas mãos é que faziam.

Hoje criança tem tudo...
Com muita coisa ela brinca.
Passa o dia quase muda...
No celular joga trinca.

Chocolates?
Uma barrinha...
Na Páscoa e no Natal...
Isso quando o Pai tinha...
Dinheiro para compra tal.

Balas?
Às vezes aos domingos...
Quando o Pai ia ao bar.
Víamos do bolso fundo surgindo...
Um punhado para nos agradar.

Hoje?
Chocolates todo dia...
Balas a revelia...
Não tem o mesmo sabor!
Não se dá menor valor.

Existe ainda na roça...
Infância como a nossa.
Mas infância na cidade...
É cheia de modernidade.

Pena terem deixado...
Valores tão raros desaparecer.
Com a vida facilitada...
Criança não sabe mais agradecer.




20/03/2005

 

Graficos Moon and Back adaptação de Criszinh@