Marilene Mees Prett
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Nossos poemas são nossos filhos...

Cada verso uma gestação.

Rebentos vindo do exílio...

Escondidos no coração.

 

Geramos filhos parecidos...

Mas todos com diferenças.

Filhos com zelo mantidos...

Com diferentes experiências.

 

Filhos nervosos... Pacientes.

Filhos omissos... Amorosos.

Filhos carentes... Orgulhosos.

Todos filhos diferentes.

 

Perguntam-nos qual o preferido?

Prontamente respondemos:

Não temos nenhum preterido.

Muito amor por todos temos.

 

Temos os filhos adorados...

Os que temos publicados.

Temos também os bastardos...

Os guardamos isolados.

 

Esses... Os bastardos geramos...

E é para nós que guardamos.

Com sete chaves trancamos...

No futuro talvez... Revelamos.

 

Os legítimos nós mostramos...

A todos os exibimos...

Desnudam um pouco do que somos...

Mas um pouco omitimos.

 

A transparência mais límpida...

De tudo que não é mostrado...

Está no filho bastardo...

Aquele que temos guardado.

 

Um dia... Sem mais segredo...

Quando a terra nos tiver coberto...

Herdeiros revelarão sem medo...

Nossos bastardos... Por certo.

 

Quando este dia chegar...

Conhecerão nossa essência.

Aparecerão nossas demências...

Nossas fraquezas... Carências...

De nossa pobre existência.

 

27/03/2005

 

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Arte de Mary Baxter St. Clair, adaptado por Águia Real