Tire do poeta a caneta...
Esconda o papel na gaveta.
Arranque-lhe o
computador...
Da mente recolha sua dor.
Verás o poeta agachado...
Com uma pedra ao lado...
Carvão do fogo
queimado...
Escrevendo seu passado.
Verás a poetisa na
praia...
Sentada rodando a saia...
Escrevendo na areia...
Ou com o sangue da veia.
Verás louco no hospício...
Recitando seus delírios...
Os mais ricos... Jamais
vistos.
Vindo do peito...
Martírio.

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