Que queres comemorar...
Nesse dia dezenove?
Índio dono da Terra...
Roubado por quem te
promove.
A tua riqueza INDIO...
O homem cortou com a
serra...
Pelo mar mandou pro
mundo...
Um mundo que vive em
Guerra.
Se hoje tu tanto lutas...
Para só sobreviver...
Tua cultura sepulta...
Pois estás a desaparecer.
Por isso tu tanto
choras...
Tens motivos de montão.
Nunca foste
compreendido...
Pelo branco teu irmão.
Que podes esperar da vida?
INDIO sem proteção...
Se em teu corpo ateiam
fogo...
Somente por diversão.
Que esperas do futuro...
INDIO dono da Terra?
Morrendo tuas crianças...
Dia a dia... Na miséria.
Que posso fazer por ti?
Pedir Guerra à pobreza?
O branco te mataria...
Alegando Legítima Defesa.
Então ficas lá na mata...
Tomada pela cidade.
Tua história roubada...
Tiram o que é teu na
verdade.
Neste dia dezenove...
Todo ano em abril...
Tornas-te para o branco...
Um exemplo varonil.
Não sabe o teu irmão...
Que tu já tens
consciência...
Não sentes no teu
coração...
Desses atos coerência.
Mesmo assim, INDIO
IRMÃO...
Abril, dia dezenove...
Os brancos te
homenagearão...
Sem saber que não comove.