Eu já estava cansada

Até mesmo revoltada

Com aquele controle remoto.

Chegava na sala primeiro

Depois chegava o “ligeiro”

Apossava-se do aparelho

Como se fosse um Rei.

A majestade das vontades

Largava-se no sofá

E como “senhor dos destinos”

Travava um tiroteio.

Muito tempo se passou

O Rei achando-se imortal.

Chegou o dia fatal

Foi quando me revoltei

E uma vingança tramei.

Em segredo eu comprei

Um controle Universal.

Quando o espertinho chegou

E no sofá se largou

Do aparelho se apossou

Eu já estava largada

Noutro sofá acomodada.

Começou um bombardeio

De dois lados tiroteio.

― Ué? A TV ficou maluca?

E por mais de meia hora

Travamos uma bela luta.

Fiquei brincando de guerra

Eu conhecia o inimigo

E como sou mais esperta

Escondida nas trincheiras

Sentindo-me guerrilheira.

Até hoje não contei

Eu??? Não!!!

Não confessei.

Da sala me retirei

O remoto eu guardei.

Qualquer dia novamente

Quando revoltar minha mente

Serei outra vez combatente

Eu sei que não leva a nada

Mas sinto-me bem vingada

Lá na sala... Sorridente.
 


13/07/05

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