MARILENE MEES PRETTI



 

Quem dera as palavras de mãe preocupada...

A aconselhar amorosamente filho errante...

Fossem ouvidas e prontamente praticadas...

Mãe só quer a felicidade do filho no semblante.

 

Mas tempos vêm... E tempos vão... Na Eternidade.

Vidas nascem... Vidas morrem... Sem exceção.

O Ser Humano a se achar o Senhor da verdade...

Precisa por si só, aprender sua lição.

 

Não importa sua educação familiar... Sua essência.

Ele bate de frente contra o mundo severo.

Não ouve... Não vê... Ignora prudência.

Quer ser diferente... É sábio... Moderno.

 

Conselhos... O filho acha não precisar...

É auto-suficiente... Atualizado... Instruído.

Tem olhos cegos... Ouvidos surdos para aceitar...

Passa a vida tropeçando em pedras... Desiludindo-se.

 

Quanto sofrimento inútil... Dor sem razão...

Quantos tombos... Caminhos errados escolhidos...

Quanto seria mais rápido a evolução...

Se o Ser Humano aceitasse conselhos de exemplos vividos.

 

E não adianta argumentar... Exemplificar...

É próprio da humanidade querer seu espaço.

Sua cabeça comanda sem pestanejar...

E sozinho ele quer seguir seu passos.

 

Assim foi... Assim é... Sempre será.

Dançando ao ritmo da música que a vida tocar...

Pintando as cores que a Natureza lhe apresentar...

Só quando precisar se erguer das quedas... Enxergará.

 

E quando tiver o tempo passado... E como passa!

Cairá venda de olhos... Tampões de ouvidos...

Recordará o filho,
palavras da boca na qual colocou mordaça...

Da mãe... Que só queria ver seu mundo colorido.

 

 

14/02/2005