

De boca em boca corria...
A notícia devagar.
A carta o mensageiro
trazia...
Até o correio chegar.
O telegrama era eficaz...
Logo o cedente recebia.
Com o rádio, meu rapaz...
Notícia na hora vinha...
A voz em ecos emergia...
Trazendo as boas novas.
A televisão surgia...
Modernidade a toda
prova...
Na tela a imagem
aparecia...
Tecnologia que inovava...
O telefone surgiu...
Tinha-se que gritar.
Como estar na beira de um
rio...
E com alguém no outro lado
falar.
Esconder-te não vais
mais...
Já tens o teu celular.
E onde quer que tu vais...
Eu posso te encontrar.
Veio a internet e uniu...
Direto o mundo inteiro.
Igual rapidez não se
viu...
Fala-se com o estrangeiro.
É grande a facilidade...
O que foi lá já se sabe
cá...
Isso é modernidade...
Facilitando ao falar.
Longe foi a comunicação.
Não dá para acreditar.
Até se perdeu a emoção...
De ao vivo com o amigo
conversar.
É bem-vinda a
modernidade...
Útil a facilidade...
Mas fica sempre a
saudade...
Do papo no fim da tarde...
Com a vizinha no portão...
Abrindo o coração...
Enquanto esquentava o
feijão.

04/04/2005
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