Olho distraída a estrada...
Tropeço então na calçada...
Finjo não ouvir a caçoada...
Mas ouço do carro a buzinada.
Tomo novamente o prumo...
Sigo altivamente o rumo...
Embora no íntimo eu durmo...
Cansada com o fim do turno.
Ouço alguns galanteios...
Jogo os longos cabelos...
Ajeito a saia nos joelhos...
E acerto a blusa nos seios.
Dos saltos uma rebolada...
Embora estabanada...
Surpresa com a cantada...
Achava-me não mais cobiçada.
Volto feliz para casa...
Sentindo coração em brasa.
Pensando que não mais causava...
Nos homens, o instinto de caçada.