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Ouço o choro entristecido
do rio...
O soluço incontido da
nascente...
Onde da terra brota por um
fio...
A Água levada por fraca
corrente.
Escuto o gemido do
encontro...
Com outro rio mais à
frente...
Ambos se juntam em
prantos...
Condenados pelo desmate
inclemente.
Depois de quilômetros
percorridos...
Do rio que desemboca no
mar...
Ouço lastimar incontido...
Quando juntos se põem a
chorar.
Choram as nascentes da
terra...
As Águas que descem da
serra...
Os rios transformados em
crateras.
E chora o homem...
De sede e fome...
Responsável por essa
guerra.

20/03/2005
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