Marilene Mees Pretti

 


 

Ouço o choro entristecido do rio...

O soluço incontido da nascente...

Onde da terra brota por um fio...

A Água levada por fraca corrente.

 

Escuto o gemido do encontro...

Com outro rio mais à frente...

Ambos se juntam em prantos...

Condenados pelo desmate inclemente.

 

Depois de quilômetros percorridos...

Do rio que desemboca no mar...

Ouço lastimar incontido...

Quando juntos se põem a chorar.

 

Choram as nascentes da terra...

As Águas que descem da serra...

Os rios transformados em crateras.

E chora o homem...

De sede e fome...

Responsável por essa guerra.
 

 

 

20/03/2005

Arte de Until Then Graphics, adaptado por Águia Real