MARILENE MEES PRETTI


 

Que o amor seja tão intenso...

Que suporte a rotina inevitável.

Que seja como o céu... Imenso...

E não veja no outro os defeitos... Insuperáveis.
 

 

Que seja este sentimento muito forte...

Para que cada dia apague uma agonia.

Que saiba navegar para o norte...

Quando ao sul... Apresenta-se com ventania. 

 

 

Que com o passar do tempo...

Seja cego para que não veja tudo.

Que possa com sabedoria... Como o vento...

Varrer com força e para longe o luto.

 

 

Que dois sejam sempre um...

E que um possa ser sempre dois...

Para que assim o gosto amargo do rum...

Apague o gosto do feijão com arroz.

 

 

E que sejam os dois... Quando necessário...

Surdos... Mudos e cegos...

Pois só assim... Ambos solidários...

Não ferirão ferozmente o EGO.

 

 

E que se durar... Que dure...

Pois pode faltar coragem para mudança fatal.

Ou mesmo desejos de mudar plano...

Receio que sonhos furem.

Alguns... Conformam-se com uma existência banal.


 

 (12/08/2004)


 
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