O teu cartão...

Entregaste-me.

Guardei...

Automaticamente...

Nem sei.

Era inverno...

No bolso do sobretudo...

Teu cartão...

Por muitos anos...

Permaneceu mudo.

Novo inverno...

Achei.

Relembrei...

Chorei...

O teu cartão...

Como procurei!

Anos!

O telefone não mais existe.

O endereço resiste.

Avistei.

Investiguei.

Esperei.

Um velha senhora...

Que conheci outrora...

Acenava sorridente.

Você saía...

Contente...

Muito à vontade...

Numa batina...

De PADRE.



29/05/05
 

 

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