Minha avó tem uma
casa...
Situada lá na
Beira...
Tem pinhão assado
na brasa...
Na casa que é de
madeira.
A casa é
circulada...
Por enorme varandão...
Muitas redes
penduradas...
Para se deitar no
verão.
No inverno o fogão
à lenha...
E todos ficam ao
redor.
Cada um conta uma
lenda...
E é escolhida a
melhor.
Acho muito
divertido...
Na Beira ir com
meus tios.
Chama Beira por um
motivo:
A casa é na beira
do rio.
O rio não é muito
profundo...
Tem pedras grandes
aparentes...
As pequenas se vê
ao fundo...
Das águas bem
transparentes.
Pode-se o rio
atravessar...
A pé ou pela
pinguela.
Todos lá querem
passar...
Que ponte estranha
aquela.
Atravessa-se pé por
pé...
A grande viga de
madeira.
Se não conseguir...
Não dê ré.
Vai cair de
qualquer maneira.
Quando chove o rio
transborda...
E as águas levam a
pinguela.
Outra ripa se
transporta...
Coloca-se no lugar
daquela.
Que linda a casa da
Beira!
Rodeada de
ribanceira.
Onde tem moça
faceira...
Observando
sobranceira.