Marilene Mees Pretti

 

 

 

Era domingo... Manhã já alta.

Viu-se perambulando por um bairro...

Um cãozinho vira-lata...

Jamais visto no cenário.

 

O pobre cão passeava...

Ou desesperado procurava?

Alguém que lhe ajudasse...

A sair daquele impasse.

 

Tinha uma faca cravada...

Por um homem... Ou animal?

Na cabeça atravessada...

Uma faca... Como um punhal!

 

Chamaram logo a polícia...

Que acionou os bombeiros.

Perderam o cão de vista...

Amedrontado... Fugiu o guerreiro.

 

Muito foi procurado...

Sem êxito... Não mais o viram.

Terça-feira foi avistado...

E capturá-lo conseguiram.

 

Com cuidado e carinhosos...

Veterinários o levaram.

Examinaram zelosos...

E ao diagnóstico chegaram.

 

O cérebro não fora afetado...

Intacta a coordenação motora.

Fossas nasais foram atravessadas...

Pela faca...Que dor avassaladora.

 

A arma atravessou o céu da boca...

Feriu a língua do animal.

Como pode? Coisa louca!!!

Sorte! Não foi fatal.

 

Todo o Estado se comoveu...

O vira-lata em todo jornal apareceu.

Um nome na clínica recebeu...

ASTRO! Pela notoriedade que mereceu.

 

ASTRO é meigo... Carinhoso!

Ou carente? É amoroso...

Passa bem! Com cuidados redobrados...

De profissionais pelo ofício apaixonados.

 

ASTRO é um exemplo...

De como pode ser cruel...

Um ser humano demente...

Distante das leis do Céu.

 

O veterinário já tem escolhido...

Nova família para o animal.

Será adotado... Acolhido...

Num lar... Lá na capital.

 

* * * *

 

29/03/2005

 

História verídica acontecida no município de JARAGUÁ DO SUL, SC.

No domingo, 20 de março de 2005

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