MARILENE MEES PRETTI


 

 


E agora... Que todos os olhos se fecharam...
Do negro céu... Dantes de estrelas pontilhado.
Por certo atrás das nuvens se colocaram...
Talvez querendo deixar algum recado.

E recado melhor que o céu coberto de nuvens...
Carregadas de água para debulhar sobre a terra...
Terra ressecada... Rachaduras já surgem...
Necessitando água em suas crateras.

Sorrirão as árvores com suas folhas secas...
Os jardins judiados... Que não têm mais cores...
Talvez ainda brote a planta e dê seus frutos...
Talvez a chuva devolva o perfume das flores.

Felizes ficarão os agricultores...
Que de sol a sol o alimento plantam.
Se chuva cair... Usarão tratores...
Lavrarão a terra... Deixarão os prantos.

Os animais vão agradecer...
Do jeito que sabem dizer à natureza...
Pois eles estão quase a perecer...
Tamanha é a seca... A falta de beleza.

Nós aqui do sul... Ao vivermos isso...
Somos invadidos por um medo imenso.
É raro acontecer... Da chuva esse sumiço.
Todos quase loucos... Com pavor intenso.

Então nos recordamos do povo nordestino...
Que por vários séculos vive vida assim.
Não saberíamos viver esse destino...
Sem água para beber... Para comer, nem capim.

Um País imenso... E tanta diferença!
Quanta injustiça... Só se vê promessa.
O ser humano é fraco... Aceitar essa ofensa...
Aceitar esmolas... Mas que vida é essa?

Olho para o céu... Mais nenhuma estrela.
Será que esta noite nos dará este presente?
Vai faltar o mel... Flor não tem para a abelha...
Oh! Meu DEUS do céu! Chuva por clemência!

 

11/03/2005


 

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